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Sistema Linux: Um guia para otimizar a performance

O Linux é um sistema operacional de código aberto, gratuito e disponível em várias distribuições. Exatamente por seu alto nível de segurança, customização e estabilidade, o sistema Linux é o mais indicado para ser usado em servidores de hospedagem.

No entanto, o que mais chama a atenção dos desenvolvedores é o sistema de código aberto, que permite uma melhor otimização do desempenho do sistema, com o uso de diversas ferramentas que possibilitam maior controle sobre o servidor.

sistema linux um guia para otimizar performance

Quando se pensa em melhorar a fluidez e a estabilidade no funcionamento dos servidores da empresa, os gestores podem logo pensar em investir na compra de novos componentes de hardware. No entanto, a análise e configuração dos recursos do software fazem grande diferença na otimização dos servidores — e isso deve ser feito em regularmente.

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Sendo assim, preparamos este guia de otimização para que você tire o máximo proveito do sistema com o melhor desempenho. Acompanhe!

Particionamento de disco de um sistema LINUX

O melhor desempenho do sistema pode ser obtido ao aprimorar o uso do disco, configurando de forma inteligente seu particionamento. Os principais diretórios do Linux que podem ser alocados em partições diferentes são:

  • raiz (/): armazena os diretórios do sistema;
  • /home: contém arquivos e configurações do usuário;
  • swap: memória virtual utilizada em conjunto com a memória física;
  • boot: contém arquivos necessários para a inicialização do sistema.

Para otimizar o desempenho, é importante organizar os dados que estão em constante uso pelo sistema na partição de início do HD. Portanto, dê preferência aos arquivos do boot e sistema. O tamanho das partições dependerá das necessidades do servidor/usuário e tipos de programas que rodam na máquina, mas, no geral, recomenda-se:

  • o dobro da memória RAM para o swap ( tome cuidado com essa regra para servidores que tenham mais de 8 GB de RAM) ;
  • 100 MB para o boot;
  • entre 30 e 40 GB para a raiz.
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Esse esquema de organização de partições será útil ainda para proteger o sistema, facilitar a recuperação e instalar outros distros sem perder os arquivos e configurações do usuário.

Configure o LVM

O Logical Volume Management (LVM) é muito útil para servidores, já que ajuda a organizar os discos rígidos em volumes lógicos. Isso permite maior flexibilidade e facilidade no redimensionamento dos volumes, dependendo das necessidades do sistema.

Ao contrário do particionamento tradicional, o LVM consegue combinar o espaço de vários HDs e redimensioná-los, sem levar em conta o limite de cada HD individualmente. Mesmo que você não saiba qual as necessidades de tráfico ao configurar o tamanho dos volumes na criação do servidor, o LVM permite que você os redimensione sempre que necessário. Dessa forma, você poderá integrar novos HDs para aumentar a capacidade e atribuir o espaço deles onde quiser.

Utilize mecanismos de RAID

O RAID (Conjunto Redundante de Discos Independentes) é uma técnica muito usada em servidores. Nessa tecnologia, um conjunto de discos rígidos é usado para, basicamente, melhorar a velocidade e a segurança do sistema em diversos níveis. Vejamos os mais usados:

No esquema RAID 0, os dados são divididos em dois HDs, dobrando a velocidade de gravação e leitura das informações. No RAID 1, os discos adicionais possuem uma cópia idêntica do conteúdo original, como um backup das informações sempre efetivado. Isso não diminui a taxa de transmissão, mas compromete a capacidade de armazenamento, já que você terá sempre o dobro das informações gravadas.

Há ainda o RAID 2, que usa uma combinação dos RAID 0 e RAID 1 com algumas ferramentas adicionais. A partir do RAID 3, são utilizados cálculos de paridade para encontrar e corrigir erros nos dados, o que é útil para aumentar a segurança e o espaço nos discos.

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O nível mais popular usado hoje é o RAID 5, que consegue combinar bom espaço de armazenamento e o bom desempenho. No entanto, cada um deles apresenta vantagens e desvantagens, e o tipo mais adequado para seu servidor dependerá dos níveis de segurança, desempenho e espaço necessários.

A configuração do RAID pode ser realizada via software (pelo próprio sistema operacional), reduzindo custos, ou via hardware, por meio de uma placa controladora RAID, apresentando o melhor desempenho.

Fique atento à escolha do Sistema Linux mais adequado aos seus servidores

O sistema Linux possui várias distribuições, que têm características próprias para usuários diferenciados. Essas distribuições se distinguem na versão do kernel, configurações, módulos de instalação e programas disponíveis. Por isso, é importante que se escolha a distro certa para uso em servidores. Entre as principais distribuições utilizadas para servidores corporativos, estão o CentOS e o Debian. Veja suas principais vantagens:

CentOS

O CentOS (Community ENTerprise Operating System) é uma distribuição Linux voltada para o público corporativo, construído com base no código open source fornecido pela Red Hat Enterprise Linux. Os sistemas são praticamente idênticos, diferenciando-se basicamente pelo tipo de suporte que os usuários recebem (um suporte pago pelos usuários do Red Hat, e gratuito oferecido pelo The CentOS Project).

É um software corporativo realmente sólido e prático, para ser usado não só em servidores como também em desktops, com o uso de ambientes gráficos KDE e GNOME.

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Debian

Também gratuito, o Debian GNU/LINUX oferece uma grande comunidade para desenvolvimento e suporte ao sistema. É uma das distros mais antigas, de fácil instalação com uma grande quantidade de programas gratuitos, que agregam inúmeras ferramentas bem integradas ao sistema.

Assim como o CentOS, é um software de código aberto, livre para ser estudado e usado para desenvolver novos recursos e projetos de software livre.

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Para facilitar a usabilidade, ele já vem com pelo menos 43 mil pacotes pré-compilados e um gerenciador de pacotes APT — recurso que torna mais amigável a instalação e a manutenção de programas do Linux.

Escolha os componentes de hardware que atendam a demanda

Apesar de todas as configurações que podem ser feitas em termos de software, é importante ressaltar que existem limitações impostas pelos componentes do hardware que você usar em seu servidor. A escolha do hardware deverá ser feita levando em conta o tipo de servidor (para web, banco de dados ou de e-mail, por exemplo) e a quantidade de usuários que utilizarão os serviços, entre outros fatores. Determinada a demanda, será estabelecida a configuração de memória RAM, capacidade e tipo dos HDs e velocidade de processamento.

Especialmente no ambiente corporativo, é muito importante que os servidores tenham o melhor desempenho possível, pois isso significará a redução dos custos e do tempo gasto nos processos, e o aumento da produtividade e qualidade dos serviços prestados.

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Sobre pedrodelfino

Trabalha com tecnologia da informação, usando Linux a mais de 13 anos. Autor do Ebook Curso Linux Ubuntu.

  • César Gonçalves

    Gostei muito deste artigo, ajuda os iniciantes a ter um conhecimento sobre os principais fornecedores linux e suas principais partições. ( diretórios )… 🙂 o/ …

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