7 ferramentas para criar máquina virtual e rodar Linux

Máquina virtual é uma tecnologia que consiste na abstração de hardware por meio de virtualização, permitindo, assim, que um computador completo seja configurado dentro de um PC físico. Assim, é possível instalar sistemas operacionais isoladamente, bem como adicionar outros dispositivos virtuais.

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O conceito de máquina virtual (ou virtual machine – VM) está longe de ser recente; porém a sua utilização é tão comum na atualidade que a tecnologia é aplicada em diversas inovações — principalmente no que tange a computação em nuvem.

A utilização de VM é também frequente em testes e estudos. Quem já fez curso de hardware compreende muito bem o que estou dizendo, pois é onde os professores costumam ensinar os alunos a mexer com máquinas virtuais a fim de praticar a instalação de sistemas operacionais.

Isso porque um programa específico para isso, como o VirtualBox, podemos configurar espaço em disco e memória RAM, de modo que o limite sempre será a capacidade do computador físico, e assim é concebida a máquina virtual. A partir do que foi criado é possível instalar sistemas, configurar servidores e muito mais.

Logo, se você é usuário Linux e deseja experimentar outras distros ou até mesmo instalar o Windows para fins específicos (ou vice-versa), as ferramentas de máquina virtual podem ajudá-lo.

Mas quais são os melhores programas disponíveis? Neste conteúdo, apresento os sete dentre os principais. Acompanhe!

1. VMware Workstation

O Workstation Pro é um software fornecido pela VMware que permite a profissionais de TI, desenvolvedores e empresas construir e testar programas ou sistemas em quaisquer dispositivos e plataformas, bem como em ambientes de nuvem compatíveis.

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Assim como no VirtualBox, podemos instalar múltiplos sistemas operacionais que rodem em máquinas virtuais num computador rodando Linux ou Windows. Ou seja, conseguimos criar um data center de respeito em um único PC — dependendo do hardware, evidentemente.

Se você quer experimentar uma distribuição ou, simplesmente, manter um sistema sem particionar o disco rígido, o Workstation Pro é boa opção? Tecnicamente, sim. Porém a resposta tende a ser diferente quando pensamos em necessidades.

Trata-se de uma ferramenta bastante robusta e, por isso, o seu uso é mais conveniente para empresas. Mas em vez de justificar a “contraindicação” ao usuário doméstico, vou explicar as características e funcionalidades que fazem do Workstation Pro um software corporativo.

Features avançadas

Você é um profissional de segurança, desenvolvedor, consultor ou tem o seu próprio negócio na área de TI? Legal! Existem vários recursos interessantes no Workstation Pro para quem lida com processos que requerem segurança e features que facilitam a realização de atividades.

Dentre elas, vale destacar, primeiramente, a encriptação de máquinas virtuais; isto é, proteger o conteúdo da VM usando uma camada de software que usa de algoritmo a fim de impossibilitar a leitura por parte de usuários não autorizados.

Em outras palavras, o acesso só é concedido a quem possui a chave. Tal recurso é providencial em tarefas que envolvem sigilo, como o desenvolvimento de alguma solução crucial para a estratégia da empresa, ou mesmo para armazenar informações críticas de forma segura.

Executar várias máquinas virtuais simultaneamente é, também, um recurso importante em ambientes de TI corporativos e que pode ser encontrado no Workstation Pro.

Com isso, usando apenas um computador, é possível criar múltiplas estações de trabalho diferentes, de acordo com as especificidades das atribuições do usuário, e que podem ser compartilhadas, modificadas ou removidas facilmente pelo administrador de sistemas.

Por exemplo, se no time existe um departamento de Segurança da Informação, é importante que os hackers éticos tenham à disposição diversos sistemas que representam vulnerabilidade e o Kali Linux, distribuição específica para processos da área.

2. (VMware) Workstation Player

Se o Workstation Pro pode ser comparado ao VirtualBox, o Workstation Player se aproxima ainda mais desse software da Oracle no sentido de ser voltado a usuários domésticos e oferecer menos recursos em relação ao Workstation Pro, mas eficiente no que se propõe a fazer.

O Workstation Player é a versão básica dentre as soluções da VMware para criação e gerenciamento de máquinas virtuais. Mesmo assim, o produto se difere pela performance rápida e integração com as soluções da Microsoft, por exemplo, e ferramentas que se comunicam com VMs Linux.

Logicamente, por se tratar de uma alternativa ao principal produto da VMware da categoria e com recursos limitados, o Workstation Player é gratuito, bastando ao usuário fazer o registro no site oficial para prosseguir com a instalação.

Cases de uso

Optar pelo VMware Player quando estiver pensando em testar algum sistema operacional. Exemplo: não sabe se a adaptação ao Linux será fácil a ponto de compensar deixar o Windows de lado? Use o Player para instalar as distros mais amigáveis, como:

  • Mint;
  • Elementary OS;
  • Ubuntu;
  • Deepin;
  • Manjaro; e
  • Lubuntu.

Por outro lado, se você gostou do Linux, mas ainda há programas que funcionam, se não somente, melhor no Windows, como games e produtos da Adobe (Photoshop, InDesign, entre outros), mantenha o Windows 10 rodando na máquina virtual e utilize-o sempre que necessitar.

Outro case de uso bastante comum e oportuno é a realização de testes. Afinal, por que descobrir o que acontece ao mexer em alguma configuração somente ao promovê-la em vez de fazer isso em um ambiente completamente isolado do sistema operacional e que pode ser restaurado?

Em suma, os recursos básicos de criação de máquina virtual presentes no Workstation Player são suficientes para fazer diversas tarefas, ao menos considerando as demandas da maioria dos usuários domésticos ou até mesmo profissionais / tutores da área de computação.

3. VMware vSphere (ESX)

Ainda que da mesma fabricante dos programas apresentados acima, o VMware vSphere é uma solução distinta, cujo foco é a virtualização de servidores para ambientes corporativos. Com o vSphere, o administrador de sistemas consegue:

  •         executar;
  •         gerenciar; e
  •         conectar servidores.

Tais possibilidades permitem, também, que aplicações sejam protegidas em um ambiente operacional comum hospedado na nuvem. Além de tudo que destacamos até aqui, o vSphere, assim como o Workstation Pro, oferece recursos avançados que fazem dele um software diferenciado.

No entanto, vale frisar que o vSphere é distribuído em diferentes níveis (e preço); isso significa que a quantidade de features depende da versão adquirida, sendo elas: vSphere Standard, vSphere Enterprise Plus e vSphere Platinum.

Features do vSphere

Dentre as principais features encontradas nas edições do vSphere, destaca-se, primeiramente, a consolidação de data center e continuidade de negócios com a simplificação de operações, gerenciamento e aumento de eficiência significativo.

A solução oferece vantagens interessantes ligadas à performance da aplicação e estratégias de nuvem híbrida, pois a VMware disponibiliza no vSphere inovações baseadas em machine learning e inteligência artificial.

Em termos de soluções integradas com Linux, o vSphere permite a mmigração para uma infraestrutura Unix própria para virtualização de distros do Linux.

A própria VMware ressalta o benefício como vantagens de performance, disponibilidade e capacidade de recuperação de desastres, devido à estabilidade de sistemas como Debian, Red Hat Enterprise Linux e Fedora.

No mais, cabe destacar a disponibilização de aplicativos integrados a contêineres. Isso ajuda desenvolvedores, por exemplo, a executar aplicações convencionais e em contêiner lado a lado numa só infraestrutura.

4. Microsoft Hyper-V

Instalar múltiplos sistemas operacionais em máquinas virtuais em sistemas Windows se torna tarefa simples com o Hyper-V, desenvolvido pela própria Microsoft.

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É a opção ideal para quem ainda não migrou de sistema, mas que cogita experimentar Linux ou FreeBSD, por exemplo, visto que o programa é compatível com as principais distribuições.

A categoria deste software é a mesma das soluções básicas e gratuitas. Ele proporciona a criação de máquinas virtuais, mas sem o plus de recursos encontrados no Workstation Pro ou vSphere, tais como uso de GPU e encriptação de VM.

Por isso, não estamos falando de uma ferramenta ideal a quem pretende executar aplicações que exigem baixa latência ou alto poder de processamento, e sim a usuários que buscam realizar atividades básicas com a virtualização.

O que mais pode levar o usuário a optar pelo Microsoft Hyper-V? Resposta: o fato de estar utilizando Windows. Com isso, é fácil e rápido instalar o programa, e o seu desempenho é um ponto positivo, pois se trata de uma solução arquitetada para o Windows e os requisitos são razoáveis (4GB RAM é um deles).

Além disso, assim como há quem use o Linux e mantenha uma versão do Windows na máquina virtual a fim de rodar alguns programas, há quem prefira ter o sistema da Microsoft no computador físico (para instalar jogos, por exemplo) e o Linux no virtual para programação, entre outras coisas.

5. Citrix Hypervisor (XenServer)

O Citrix Hypervisor, também conhecido como XenServer, é um software em grande destaque nesta lista. Estamos falando de uma plataforma de virtualização de código aberto, mantido pelo Xen Project hypervisor e pelo XAPI toolstack, amplamente adotado por grandes empresas e provedores de nuvem.

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Além de ser open source, o Citrix Hypervisor tem o seu desenvolvimento orientado à otimização do uso de aplicações, desktop e virtualização de servidores, detalhe que leva o projeto a protagonizar interessantes casos de estudo.

Um diferencial e tanto do Citrix Hypervisor é a parceria com diversas organizações que contribuem com o desenvolvimento da plataforma trazendo inovação e melhorias de performance. Algumas dessas alianças: AWS (Amazon Web Services), Cisco, Google Cloud, Intel, Microsoft e Samsung.

Corporações como IBM e Fujitsu, por exemplo, integram o Citrix em suas soluções, segundo o site do projeto, capitalizando e acelerando a transformação digital de seus respectivos ambientes.

Isso tudo sem mencionar outros parceiros notáveis integrados em seu marketplace, como Nvidia, HP e Bitdefender. Como é possível perceber, existe um enorme movimento por trás do Citrix Hypervisor que o faz bater de frente com o vSphere, da VMware, e deter boa parcela do mercado atualmente.

Observação: o Citrix Hypervisor é um software de código aberto, porém a sua licença é paga.

Features

O Citrix Hypervisor tem suporte a placas de rede compatíveis com interface SR-IOV (single-root input/output virtualization), uma extensão à especificação PCI Express que permite a um adaptador de rede acessar seus recursos de forma isolada a fim de aprimorar performance e expandir o gerenciamento.

O recurso Site Recovery Manager, outro destaque do software, habilita a recuperação de máquinas virtuais ou aplicações virtualizadas mediante eventos catastróficos, como falhas de hardware nas camadas de processamento, armazenamento ou rede.

Assim como o vSphere, o Citrix Hypervisor também suporta o uso de GPU 3D para ampliar o desempenho e a capacidade de executar múltiplas VMs sem emulação. O consumo de GPU, dependendo da versão do Citrix, é gerenciável, podendo o administrador de sistema balanceá-lo.

6. RedHat KVM

O Red Hat KVM (Kernel-based Virtual Machine) é uma tecnologia de virtualização open source voltada para Linux. Desde 2006, quando foi lançada, a solução faz parte do kernel Linux, portanto ela acompanha todas as distribuições.

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Segundo a própria Red Hat, o KVM transforma o Linux em um hypervisor (software que cria e executa máquinas virtuais) que habilita uma máquina com função de host para rodar múltiplos ambientes virtuais isoladamente. Cada host é capaz de suportar até quatro VMs.

Há outra peculiaridade acerca do funcionamento do KVM: a integração com o software de emulação QEMU. Na prática, significa que a VM é criada por meio de emulação diretamente no kernel e gerenciada como um processo comum do sistema.

As maiores vantagens dessas características que compõem o KVM são a facilidade de implementação e o desempenho — consideravelmente superior às soluções básicas de virtualização, já que a comunicação com o kernel ocorre de forma mais próxima.

7. Oracle VirtualBox

O Oracle VirtualBox é um programa bem conhecido, inclusive aqui no blog, e amplamente utilizado para tarefas comuns de virtualização. Temos um artigo exclusivo a respeito deste software que você pode considerar leitura complementar.

Acima, você conferiu sete diferentes soluções voltadas à criação e ao gerenciamento de máquina virtual Linux.

O objetivo até aqui foi apresentar as características e os benefícios das principais ferramentas para, assim, ajudá-lo a escolher a mais apropriada às suas necessidades.

Se você tem interesse em avançar mais rapidamente neste e em outros quesitos fundamentais do Linux, sugiro que conheça o curso em vídeo distribuído no site Profissionais Linux para acesso a conteúdos voltados à formação profissional!

Leia também:  Carreira em TI - 6 serviços que um profissional Linux pode executar

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