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Ubuntu: Iniciando com Linux de maneira prática e rápida

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Ao longo da série de artigos na qual abordamos a variedade de máquinas virtuais compatíveis com Linux, os produtos da VMware ganharam destaque em função da robustez. Anteriormente, vimos que a linha Workstation (Player e Pro) oferecem features acima da média; desta vez, o assunto é a suíte vSphere, a mais avançada de todas.

Por que o tema vem a ser útil? Do ponto de vista de carreira, conhecer um software de virtualização a nível de vSphere significa lidar com o que há de melhor atualmente, ou seja, é do tipo de programa que as maiores empresas de tecnologia rodam em suas infraestruturas on-premise.

A tendência é que a sua adoção se espalhe conforme as ameaças virtuais se tornem mais complexas. Logo, não é exagero dizer que um conhecimento mais profundo nas funcionalidades e nos recursos do vSphere Platinum, por exemplo, pode ser um diferencial para conquistar uma vaga (ótima) de administrador de sistemas.

O que acha de ir mais a fundo com isso? Confira, abaixo, tudo o que você precisa saber, a princípio, das diferenças entre as versões do VMware vSphere, instalar o software no seu computador — a versão vSphere ESXi, mais precisamente — e criar a sua máquina virtual.

Diferenças entre as versões do vSphere

vSphere Standard

A distribuição Standard não se difere das demais em relação à licença (por 1 CPU) e a integração com o vCenter Server, que é a ferramenta de gerenciamento vendida separadamente.

Porém ele se limita a consolidar o servidor e fornecer promover continuidade de negócios com o poder de processamento e disponibilidade da computação em nuvem.

Falando em disponibilidade, a tolerância a falhas é, também, inferior no Standard, limitado a 2-vCPU, enquanto nos demais ela chega a 8-vCPU.

Ou seja, dependendo da demanda da empresa, o vSphere Standard é capaz de viabilizar todas as operações que envolvem o servidor.

vSphere Enterprise Plus

VSphere Enterprise Plus é a distribuição intermediária. Além das funcionalidades presentes no Standard, a edição possibilita o gerenciamento de recursos e melhorias de disponibilidade e performance na aplicação do cliente.

O aumento de performance que a solução ajuda a promover tem várias influências, como do recurso Nvidia Grid vGPU, que habilita o uso de gráficos 2D e 3D nativos com múltiplos GPUs por VM, e recursos que dão um verdadeiro boost de memória DRAM.

Um ótimo diferencial que o vSphere Enterprise Plus oferece é a encriptação de máquinas virtuais, garantindo a segurança dos dados e discos ao restringir o acesso aos usuários devidamente autenticados.

vSphere Platinum

VMware vSphere Platinum é uma edição do vSphere mais arrojada em termos de segurança e de funcionalidades, as quais são totalmente integradas ao hypervisor e elevam o nível de proteção de um data center.

Exemplo disso é a combinação do produto com o VMWare AppDefense, solução de segurança que molda o comportamento da aplicação a fim de monitorar anormalidades nas atividades e auxiliar no controle. Sem dúvidas, trata-se de ótima possibilidade de automatizar a proteção na camada de aplicação.

Evidentemente, implementar o vSphere Platinum é algo muito mais cabível em ambientes inovadores, normalmente vistos em grandes empresas, pois estas necessitam de excelência em segurança e dispõem de times de especialistas que cuidam dessas questões ou, mais tipicamente, um centro de operações de segurança (security operations center – SOC).

vSphere ESXi

Por fim, temos a versão do vSphere que aprenderemos a instalar mais adiante: ESXi (Elastic Sky X integrated). Em linhas gerais, o VMware ESXi é um hypervisor bare-metal avançado, o que significa, propriamente, se tratar de um programa instalado diretamente no servidor físico em vez de sistemas operacionais.

De acordo com a VMware, o ESXi tem controle e acesso direto aos recursos subjacentes da máquina, fator que o capacita a particionar o hardware com eficiência e, com isso, consolidar aplicativos e reduzir custos — benefícios que empresas que gerenciam data center normalmente procuram em soluções de virtualização.

Quais são os principais ganhos que VMs construídas a partir de um sistema bare-metal têm a oferecer? Primeiramente, desempenho é um destaque relevante, pois a virtualização extrai o máximo da capacidade de hardware, elevando o desempenho de maneira perceptível e, de quebra, reduz o consumo de recursos, o que diminui os custos.

Em segundo lugar, mas não menos importante, existe a questão do gerenciamento, afinal são menos requisitos de espaço em disco (são apenas 150 MB ocupados), os custos com energia elétrica diminuem logo na implementação, entre outros fatores que deixam qualquer administrador de sistemas mais tranquilo.

Instalação do vSphere

Embora os requerimentos sejam relativamente baixos, vale a pena observar os requisitos do vSphere ESXi antes de iniciar a instalação; por exemplo, com apenas 2GB de memória RAM física é possível rodar o sistema no computador, porém é recomendado que se tenha pelo menos 8GB para usufruir de todas as features e obter experiência mais completa.

Outro quesito importante é a arquitetura do processador. A arquitetura de 64-bit é padrão nos computadores modernos, e o ESXi requer suporte de virtualização de hardware para rodar nesse tipo de máquina; tratando-se de CPU Intel, é necessário ativar o VT-x; se AMD, certifique-se de que o RVI está habilitado. Consulte este documento para mais informações.

Preparando a instalação

A instalação do vSphere ESXi pode ser feita tanto por meio de mídia CD / DVD quanto pendrive — se você não tem familiaridade com isso, recomendo a leitura dos artigos sobre pendrive bootável disponíveis no blog —, então o primeiro passo é baixar a imagem ISO do programa. Neste link, escolha a versão do ESXi desejada.

Vamos prosseguir o tutorial com a instalação via USB (é o que faz mais sentido hoje em dia, não é mesmo?). Com o pendrive plugado e reconhecido pelo sistema operacional (no caso, Ubuntu), abra o terminal e digite o seguinte comando a fim de criar uma tabela de partição:

/sbin/fdisk /dev/sdb # substitua o último item de acordo com a identificação do dispositivo USB

Havendo partições no pendrive, digite a opção d para removê-las; digite n para criar a partição primária 1 (ela ocupará o disco inteiro); digite t para ajustara identificação do sistema de arquivos FAT32 a ser criado (exemplo: c); digite a para ativar a flag na partição 1; por fim, digite w para escrever a tabela de partição. Agora, formate o disco no formato FAT32:

/sbin/mkfs.vfat -F 32 -n USB /dev/sdb1

Em seguida, digite o seguinte comando (retirado da documentação oficial):

/path_to_syslinux-3.86_directory/syslinux-3.86/bin/syslinux /dev/sdb1

cat /path_to_syslinux-3.86_directory/syslinux-3.86/usr/share/syslinux/mbr.bin > /dev/sdb

Monte o pendrive e a imagem de instalação do ESXi:

mount /dev/sdb1 /usbdisk

mount -o loop VMware-VMvisor-Installer-5.x.x-XXXXXX.x86_64.iso /esxi_cdrom 

# preencha o nome do arquivo conforme a versão de imagem que foi baixada

Copie os conteúdos da imagem ISO para o diretório /usbdisk, renomeie o arquivo isolinux.cfg para syslinux.cfg:

cp -r /esxi_cdrom/* /usbdisk

mv /usbdisk/isolinux.cfg /usbdisk/syslinux.cfg

Finalizando, abra o arquivo /usbdisk/syslinux.cfg e modifique a linha APPEND -c boot.cfg para APPEND -c boot.cfg -p 1, e desmonte o pendrive (umount /usbdisk).

Depois de concluir o processo, reinicie / inicie o computador que receberá a instalação e, com o dispositivo USB conectado a ele, dê o boot a partir do pendrive e aguarde.

Instalando o vSphere ESXi

Assim que os módulos estiverem carregados, digite Enter, aceite os termos de uso pressionando F11 e, então selecione e confirme o disco no qual o ESXi será instalado. O guia de instalação solicitará o layout do teclado: selecione a opção correspondente e, em seguida, digite a senha que deseja utilizar. Prossiga digitando F11 e aguarde até a conclusão.

Tudo certo até aqui? Então vamos retomar o processo a partir da reinicialização do sistema. Agora, o ESXi rodará o servidor a partir do endereço de IP, seja ele dinâmico, seja estático.

Como já explicamos neste artigo sobre configuração de IP estático, manter um único IP é a escolha ideal para servidores por conta de diversos motivos, portanto é recomendada a configuração do IP estático, o qual, assim que habilitado, viabilizará o acesso ao dashboard do ESXi por meio do browser (basta digitar o IP do servidor).

Implementação de máquina virtual Linux no vSphere ESXi

Presumindo que o vSphere ESXi já esteja rodando na sua máquina sem problema algum, chegou a hora de criar a sua primeira VM; logo, nada melhor do que estrear com alguma distro baseada em Linux. Diferentemente do que costumamos fazer aqui no blog, onde as instalações de sistemas operacionais costumam envolver alguma distro bem conhecida, desta vez escolhemos a Clear Linux.

Por que Clear Linux? Porque ela tem peculiaridades relevantes no contexto de virtualização em níveis elevados de performance e segurança, sendo um sistema operacional muito indicado para servidores atualmente. Como o desempenho é característica do próprio vSphere, criar uma VM Clear Linux é oportuno e faz muito sentido — baixe aqui a imagem ISO do Clear Linux.

Depois de baixar a imagem é necessário subi-la ao servidor que acabamos de criar com o vSphere. Conecte-se a ele e faça o login com permissão suficiente para implementar e gerenciar VMs. No menu lateral Navigator, clique em Storage, depois na aba Datastores e em Datastore browser.

Clique em Create directory e insira o diretório onde está a ISO do Clear Linux; em seguida, basta selecionar o arquivo de imagem e clicar em Upload. Agora que a ISO foi adicionada, o vSphere está pronto para criar a máquina virtual.

Criando e configurando a VM Linux

Assim como em outros sistemas para criar e gerenciar máquinas virtuais, no vSphere o usuário tem autonomia na configuração de parâmetros básicos, como o espaço de disco, quantidade de CPUs, memória RAM etc. Para iniciar o processo, vá em Navigator > Virtual Machines > Create / Register VM.

Surgirá uma janela que conduzirá as cinco etapas para criação da VM. Em Select creation type, apenas selecione Create a new virtual machine e vá em Next. Na tela Select a name and guest OS, preencha o primeiro campo com o nome da sua VM; abaixo, em Compatibility, Guest OS family e Guest OS version, selecione, respectivamente: ESXi 6.5 virtual machine, Linux e Other 3.x or later Linux (64-bit).

Na tela Select storage, deixe a opção default e prossiga clicando no botão Next; na etapa Customize settings é onde podemos ajustar as configurações, então clique em Virtual Hardware para customizar os parâmetros de CPU e habilite o campo Hardware virtualization.

A etapa seguinte permite a configuração de memória RAM, HD, adaptador de rede, entre outros elementos básicos; aqui, é necessário selecionar no CD/DVD Drive 1 a opção Datastore ISO file e, depois, o arquivo de imagem do Clear Linux que subimos na primeira etapa. Por fim, vá em Next e clique no botão Finish.

Rodando a sua primeira VM no vSphere

Novamente na janela Navigator, selecione Virtual Machines; na janela à direita, selecione a VM que acabamos de configurar, então clique no botão Power on e, também, na figura que contém um ícone de play. A partir daí, siga com o processo de instalação do sistema operacional e as respectivas instruções.

É possível que ao instalar o Clear Linux ou qualquer outro sistema operacional seja necessário habilitar o suporte UEFI ou até mesmo editar as configurações de hardware virtual. Para isso, clique no botão Actions > Power > Power off; ainda em Actions, clique na opção Edit settings.

Desative o dispositivo virtual CD/DVD Drive 1 desmarcando a caixa Connect. Vá em VM Options, expanda as configurações em Boot Options e, em Firmware, clique e selecione a opção EFI e salve a configuração. Pronto, basta iniciar a sua VM para utilizar o Linux no VMware vSphere.

Neste artigo especial sobre o VMware vSphere, aprendemos a criar máquina virtual Linux com alto desempenho e segurança, usufruindo das possibilidades de configuração mais avançada em relação à maioria dos softwares do gênero. Fique à vontade para comentar o que achou do vSphere e até mesmo do artigo que acaba de ler!

Se você está conhecendo o Linux e descobrindo o quão além se pode ir utilizando sistemas operacionais poderosos, estáveis e performáticos — e empolgando-se com isso, certamente —, o que acha de dar vários passos adiante e alcançar a expertise? Dê uma olhada no curso Profissionais Linux, aqui!

Leia também:  15 comandos básicos do Linux para iniciantes

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